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Top 10 Shooting Guards

17/10/2010

 

 

A velha disputa pelo 1º lugar acaba aqui!

A velha disputa pelo 1º lugar acaba aqui!

 

A já favorita dos leitores “Série Top 10” continua no NBA 1on1, desta vez com o ranking dos melhores ala-armadores da história da NBA. Saiba aqui quem é o melhor de todos os tempos!

Correndo por fora

Sam Jones

Um dos únicos jogadores na rica história da NBA a ser conhecido pela alcunha de Mr. Clutch, Sam Jones com certeza merece o apelido. Vencedor de 10 títulos da NBA com os imbatíveis Boston Celtics de Bill Russell e Bob Cousy, Jones não foi apenas um “caroneiro” naquelas lendárias conquistas.

Mr. Clutch atuou em 9 jogos decisivos em sua carreira – Jogos 7 – e venceu todos eles, tendo uma média de 27 pontos por jogo nessas ocasiões. Mais do que isso, ele é até hoje dono do record de pontos em um Jogo 7 – 47 pontos nas Finais da Conferência Leste em 1963.

Se os 1o títulos e as estatísticas não gabaritam Sam Jones a um lugar entre os 10 melhores shooting-guards da história, as palavras de Bill Russell o fazem: “Nos anos em que joguei com os Celtics, em termos do conjunto de habilidades no basquete, Sam Jones foi o jogador mais completo e habilidoso com quem já joguei. Em um período, nós vencemos um total de 8 títulos consecutivos da NBA e em 6 desses títulos nós pedimos para Sam fazer o arremesso decisivo. Se ele não tivesse feito aqueles arremessos, nós estaríamos acabados – nós voltaríamos para casa de mãos vazias. Ele nunca errava quando nós mais precisávamos“.

 

Earl Monroe

Shooting Guards são geralmente tidos como grandes arremessadores e grandes cestinhas. Neste quesito, poucos se comparam ao grande Earl “The Pearl” Monroe. Earl foi um dos responsáveis por revolucionar a posição de ala-armador. Em uma época em que gigantes como Wilt Chamberlain, Willis Reed e Lew Alcindor faziam boa parte dos pontos da NBA, Monroe, contemporâneo de Jerry West e Dave Bing, mostrou que os baixinhos também podiam ser grandes cestinhas.

The Pearl conquistou sua fama com muito estilo. Esse era um homem que podia fazer uma cesta de virtualmente qualquer forma que se pudesse imaginar. A qualidade de seu arremesso era algo nunca antes visto no basquete e, até hoje, ele permanece como um dos melhores arremessadores puros da história do jogo.

Novato do Ano em 1968, Monroe atingiu seu maior sucesso ao lado de Walt Frazier no New York Knicks. Formando uma das melhores duplas de armadores que o mundo já viu,  Clyde & The Pearl lideraram o Knicks ao seu 2º e último título da NBA em 1973. A soma da sua agilidade e ferocidade na defesa com suas habilidades únicas de marcar pontos no ataque fizeram de Frazier e Monroe imparáveis.

O Black Magic – chamado assim pela mágica que parecia envolver a bola quando ela estava em suas mãos – encantou tanto com seu estilo único de jogo que teve até filme feito em sua homenagem. O longa “Jogada Decisiva” – estrelando Denzel Washington e Ray Allen – trás o personagem principal com o nome de Jesus, referência ao apelido de infância de Monroe nas quadras da Philadelphia, “Black Jesus“.

Quando as palavras “Mágica” e “Jesus” são usadas para descrever a maneira como um jogador faz pontos, ele merece um lugar em nossa lista. Se você ainda não está convencido, acompanhe a mágica com seus próprios olhos:

 

David Thompson

David “Skywalker” Thompson merece um lugar nessa lista pelo simples fato de ter sido o ídolo e a inspiração para o Maior de Todos os Tempos, Michael Jordan. Foi graças a Thompson que MJ se tornou o Air Jordan, pois foi no estilo de jogo de Skywalker que Jordan se inspirou desde que começou a jogar basquete.

A contribuição de Thompson para o basquete não para por aí. Nos anos 70 e 80 apenas Dr. J tinha habilidade de voar como David voava nas quadras. Ele foi – sem sombra de dúvidas – um dos jogadores mais atléticos da história do jogo. Muito em função disso, aos 23 anos de idade Skywalker era o jogador mais bem pago da história dos esportes profissionais.

Infelizmente, devido a problemas com drogas, Thompson não conseguiu transformar seu extraordinário talento em uma carreira mais adequada ao seu potencial. Mesmo com os problemas extra-quadra, David foi escolhido 3 vezes Melhor Jogador do Ano da NCAA na Universidade de North Carolina State, 1 vez Melhor Jogador do Final Four da NCAA, Calouro do Ano na ABA e ainda foi 2 vezes selecionado como um dos 5 Melhores Jogadores da NBA. Um último feito o qual não pode ser esquecido é de que apenas Wilt Chamberlain e Kobe Bryant fizeram mais pontos em um jogo do que Thompson. Com uma performance impecável, o Skywalker anotou incríveis 73 pontos em 1978 pelo Denver Nuggets, 32 em apenas um quarto.

Ao lado de Dr. J, David Skywalker Thompson revolucionou a forma de se jogar basquete, trilhando o caminho para Jordan, Drexler, Wilkens e outros transformarem de vez o basquete em um jogo jogado acima do nível do aro.

 

Top 10

10° Colocado – Joe Dumars

Joe Dumars foi um dos melhores defensores de perímetro da história da NBA. Com pouco mais de 1,85 de estatura, isso é um feito formidável. Joe D – como era conhecido por sua habilidade defensiva – foi quem mais mereceu o apelido “Jordan Stopper”. Não, ele não conseguia parar Jordan, como ninguém conseguiu, contudo, ele e seu Detroit Pistons foram que mais perto chegaram de tal feito. Não é por menos que Dumars foi escolhido 4 vezes para o 1° Time de Defesa da NBA.

Muito respeitado na NBA pelo seu bom caráter, Dumars era também um bom jogador ofensivo. Nunca tímido nos momentos de definir jogos importantes, Joe foi bicampeão da NBA com o Pistons em 1989 e 1990, sendo MVP das Finais em 89. Nesta campanha, Joe teve média de 27 pontos por jogo, sendo o principal responsável pela varrida que Detroit aplicou no Los Angeles Lakers nas Finais daquele ano. Em virtude de sua defesa e eficiência ofensiva, Dumars foi parte ativa da Seleção dos EUA, Campeã Mundial em 1994.

Joe D foi ainda o grande responsável pelo último título do Detroit Pistons em 2004. Aposentado como jogador desde 1999, Dumars foi quem montou o time campeão de Detroit, atuando como General Manager do time. Os jogadores que Joe trouxe para o Pistons conquistar o título em muito lembravam seu estilo de jogo: grandes defensores, eficientes no ataque, desprovidos de ego e egoísmo.

 

9° Colocado – Reggie Miller

Reggie Miller foi possivelmente o melhor arremessador da história do basquete. Considerando que esta é a lista dos melhores Shooting Guards de todos os tempos, eu diria que Miller está no lugar certo.

Reggie é uma lenda da NBA e algo próximo de um Deus no estado de Indiana, onde ele defendeu o Indiana Pacers durante toda a sua carreira. Durante suas 18 temporadas na Liga, ele perdeu pouquíssimos jogos neste período, apesar de carregar o Pacers nas costas para 15 aparições nos Playoffs da NBA.

Seu auge pessoal coincide com o auge do Pacers, na temporada do ano 2000, única vez em que a equipe foi às Finais da NBA. Apesar de Reggie ter sido fenomenal naquela campanha, Indiana simplesmente não tinha armas suficientes para combater a artilharia pesada de Shaq, Kobe e cia dos Lakers.

Os melhores momentos de Miller vieram nos Playoffs contra o New York Knicks e Spike Lee. Os grandes jogadores tendem a ter performances memoráveis no Madison Square Garden, mas o que Reggie fazia era simplesmente brincadeira – de mau gosto – com os torcedores do Knicks. Uma das mais belas rivalidades da NBA na década de 90, graças ao incomparável arremesso de Miller.

Para fechar seu currículo, Reggie Miller é ainda o líder de todos os tempos em cestas de 3 pontos na NBA. Com 2560 arremessos de 3 conectados, Miller tem uma vantagem de 116 cestas sobre o segundo colocado, Ray Allen.

 

8° Colocado – Dwyane Wade

Quatro jogos, duas palavras, 1 milagre: Wade MVP. Foi no Jogo 3 das Finais da NBA em 2006 que D-Wade entrou para história da liga e carregou o Heat junto com uma das mais fantásticas reviravoltas da história da NBA. O Mavs liderava a série por 2-0 e tinha uma vantagem de 13 pontos no placar, faltando menos de 6 minutos para o jogo acabar. Foi então que Wade assumiu o jogo, no caminho para 42 pontos e 13 rebotes naquela noite e virou o jogo para o Heat. Daí para frente Dwyane e Miami dominaram os outros 3 jogos, vencendo todos e conquistando o título de 2006 por 4-2.

Claro que a carreira do Flash não se resume às Finais de 06, contudo, este momento o estabeleceu como um dos maiores jogadores da história, trazendo mais atenção para as fantásticas performances que ele vinha tendo desde sua temporada de calouro em 2003. O cestinha da temporada 08-09 não teve médias inferiores a 24 pontos, 7 assistências e 5 rebotes por jogo desde que era um novato na NBA.

Além de extremamente habilidoso e eficiente no ataque, Wade é também um grande defensor. Em metade de suas temporadas na NBA, o MVP das Finais de 2006 ficou pelo menos entre os 6 melhores ladrões de bola da liga. Tudo isso somado a sua habilidade de decidir jogos – vencendo inúmeras partidas no último quarto ou arremesso – e ao seu fantástico atleticismo, fazem de Wade a escolha certa para a 8ª colocação na lista dos 10 Melhores Shooting Guards da história.

 

7° Colocado – Pete Maravich

Se Earl “Black Jesus” Monroe era mágico, “Pistol” Pete Maravich era um mago, a prova viva de que trabalho duro só tem um resultado possível: sucesso!

Antes de entrar na sua carreira propriamente dita, é preciso dizer algumas coisas sobre a ética de trabalho de Pistol Pete. Impulsionado por seu pai, o pequeno Pete já fazia coisas incríveis desde pequeno. Conta a história que Maravich treinava basquete 8 horas por dia em sua infância e adolescência, sob sol e chuva, calor e frio. No caminho de ida e volta para os treinos da escola, o seu pai o fazia abrir a janela do carro driblar a bola de basquete durante todo o caminho. Seu pai ainda acelerava e freava o carro subitamente para aprimorar os reflexos e controle de bola do jovem Pete. Antes de dormir, seu pai o fazia acertar 100 lances livres antes que ele pudesse entrar em casa. Pistol Pete geralmente errava deliberadamente o arremesso de número 100 – após ter convertido 99 lances-livres consecutivos – só para poder ficar arremessando um pouco mais. Por fim, Pete costumava ir ao cinema às 2 da tarde, na seção em que ninguém mais estava no cinema. Ele fazia isso para poder ficar driblando a bola de basquete durante todo o filme. Na primeira metade ele driblava apenas com a mão direita, na segunda metade apenas com a mão esquerda.

Pistol Pete obteve os resultados esperados de tanta dedicação e amor pelo basquete. Ele é considerado um dos melhores arremessadores da história da NBA, tendo seu lendário passe considerado como um dos melhores de todos os tempos e seu drible com certeza entraria para o Hall da Fama dos Dribles se este existisse.

Duas vezes selecionado para o time dos 5 melhores Jogadores da Temporada da NBA (1976 e 1977), Pistol Pete foi também o cestinha da Temporada de 1977 e suas médias de carreira fazem inveja a qualquer um com 24 pontos, 5 assistências, 4 rebotes e 1 roubo de bola por jogo.

Maravich foi um homem que viveu e morreu pelo basquete, literalmente. Enquanto sua vida foi um tributo ao jogo que nós amamos, sua morte foi poéticamente fazendo aquilo que ele mais amava – jogando basquete – no lugar onde ele passou a maior parte de sua vida – na quadra de basquete. Pistol Pete morreu aos 40 anos de idade, em 1988, devido a um infarto fulminante no coração, durante um jogo de 3 x 3. Um minuto antes de morrer, seus colegas lembram de ouvirem Pete dizer que “se sentia ótimo”.

Não há como ressaltar o bastante o quanto Pete amava o basquete e o quão inspiradora é sua história. Para fechar fica a minha frase preferida de Pete Maravich: “Amor nunca falha, caráter nunca desiste e com paciência e persistência sonhos se realizam, de verdade.”

 

6° Colocado – Clyde Drexler

Clyde Drexler faz parte da lista das infelizes lendas do basquete que tiveram seu sucesso diminuído e de certa forma sombreado pela Era Jordan – assim como John Stockton, Karl Malone, Charles Barkley, Gary Payton, Shawn Kemp e muitos outros. Fosse Drexler jogador hoje em dia, ele com certeza estaria nas conversas de MVP com Kobe, LeBron, Wade e cia.

Para se ter idéia da soma de seus talentos – e do nível destes – Clyde já foi comparado a Michael Jordan e até esteve na conversa de quem era o melhor ala-armador da NBA em 1992 – ano em que seu Portland Trail Blazers perdeu nas Finais da NBA para o Bulls de MJ. Clyde The Glide é um dos maiores voadores da história da NBA, no nível de lendas como Dr. J, Skywalker Thompson, Dominique Wilkens e MJ. Além de suas dunks, The Glide foi conhecido também por suas absurdas bandejas, que hipnotizavam os fans ao mesmo tempo em que desmontavam as defesas adversárias.

Em números, Drexler é o 23° na lista dos maiores cestinhas da NBA com 22.195 pontos e é o 7° maior ladrão de bolas da história com 2.207 roubos. Ele foi uma vez selecionado para o time dos 5 Melhores Jogadores da NBA, em uma época em que uma das duas vagas para armadores era reservada para o Maior de Todos os Tempos, MJ. Já no final de sua carreira, Clyde foi campeão da NBA com o Houston Rockets de Hakeem Olajuwon em 1995. Possivelmente seu maior feito foi ser membro ativo do Dream Team de 1992, tido como o melhor time de basquete de todos os tempos.

Apesar do dono do apelido ser Scottie Pippen, talvez não haja alguém na história que tenha merecido tanto a alcunha de “Air Apparent”. Infelizmente para Clyde, parecer com Jordan não foi suficiente para colocá-lo no Top 5.

 

5° Colocado – George Gervin

Se esta lista fosse levar em conta apenas a pura habilidade de fazer pontos, George Gervin estaria, sem sombra de dúvidas, mais bem colocado. Poucos jogadores na história da NBA conseguiram dominar a arte de fazer cestas como Gervin o fez. Crie uma nova maneira de impedir cestas e o Iceman te trás uma nova forma de fazer cestas. Não havia maneira de pará-lo, ele marcava pontos de qualquer lugar, de qualquer forma necessária. Um treinador adversário uma vez disse que a estratégia dele para defender George era torcer para que o braço dele ficasse cansado depois do 40° arremesso.

Em números, Gervin é quase tão impressionante quanto em imagens. Ele foi 4 vezes cestinha da NBA – apenas Jordan e Chamberlain foram cestinhas do ano mais vezes – e, por 5 anos consecutivos, fez parte do time dos 5 Melhores Jogadores da Temporada – de 78 a 82. Ele é ainda o dono do record de pontos em um só quarto, com 33 pontos no segundo quarto, a caminho de 68 na partida.

O que mais impressiona no Iceman é a forma como ele fazia suas cestas. Não importava se ele tinha marcação dupla ou tripla, ou se ele tinha um pivô de 2,20 m na sua frente, Gervin sempre conseguia a cesta, mudando de direção no ar quantas vezes fosse preciso. O que deixa todos sem palavras é a facilidade com a qual ele fazia seus acrobáticos movimentos.

George Gervin pode não ter conquistado o 1° Lugar na nossa lista, mas poucos conseguiram igualar-se ao Iceman na arte de pontuar e de dar show ao fazê-lo.

 

4° Colocado – Allen Iverson

Qual o resultado da soma do lendário drible de Tim Hardaway com a impressionante habilidade de fazer pontos de George Gervin? The Answer é Allen Iverson.

Independente de sua personalidade difícil e de seus problemas fora de quadra, Allen Iverson é um dos melhores jogadores que já pisou em uma quadra de basquete. Talvez o melhor cestinha da história da NBA, Iverson é o mais perto de imparável que o basquete já viu. Isso somado à sua raça e ao seu amor pelo jogo faziam de Iverson uma máquina ofensiva. Ninguém na história da NBA sofreu mas faltas duras e levantou depois de cada uma delas. Ninguém na história da NBA jogou mais jogos machucado, jogando até com múltiplas lesões em ocasiões.

Os números só vem a aumentar os motivos para idolatrar AI. O MVP da Temporada de 2001 igualou o feito de George Gervin ao ser cestinha da NBA em 4 temporadas durante sua carreira, tendo apenas Jordan e Chamberlain atingido tal feito mais vezes. Allen teve média de mais de 20 pontos por jogo em suas 13 primeiras temporadas, sendo que sua média de 26,7 pontos por confronto o colocam como 6° maior pontuador da história. O The Answer também marcou o livro dos recordes por meio de sua defesa. Com média de 2,17 roubos de bola por jogo, AI é o 8° maior ladrão de bolas da história. Ele liderou a NBA neste quesito em 3 temporadas.

Como toda grande estrela, Iverson guardou seu melhor para o palco mais apropriado: as Finais da NBA de 2001.

Depois de carregar um time medíocre do Philadelphia Sixers durante a temporada regular – vencendo 56 jogos – Allen Iverson fez história nos Playoffs daquele ano. Suas médias de 32 pontos, 2,4 roubos, 6 assistências e  5 rebotes pro confronto foram incríveis – ainda mais quando lembramos que Iverson tem apenas 1,80 m de altura.

Para enfrentar os favoritíssimos LA Lakers nas Finais, The Answer respondeu ao chamado logo no primeiro jogo. Mordido pela crença da maior parte dos analistas e fans da NBA de que o Sixers não venceria um jogo sequer contra Shaq, Kobe e cia, AI mostrou todo seu poderio ofensivo para o mundo no Jogo 1 em Los Angeles. Em uma inesquecível explosão para 48 pontos, Iverson venceu o jogo praticamente sozinho, anotando 6 assistencias, roubando 5 bolas e pegando 5 rebotes, além de fazer a cesta decisiva da linha de 3 pontos no final da prorrogação. Os 44 pontos e 20 rebotes de Shaquille O’Neal na mesma noite só enalteceram a performance de Iverson.

O Lakers recuperou-se no jogo seguinte – provido de um elenco muito superior ao do Sixers – e venceu a série por 4-1. Ainda sim, AI valorizou cada uma das vitórias do time de LA, tendo médias de 36 pontos, 6 rebotes, 4 assistências e 2 roubos de bola por jogo naquela série.

Dentre outros feitos de Iverson, destacam-se seu título de Novato do Ano na NBA em 1997, seu ranking como 2° maior cestinha da história dos Sixers e sua posição como 2° melhor pontuador dos Playoffs da NBA com uma média de 30 pontos por jogo, atrás apenas de Michael Jordan e seus 33,4 pontos por confronto. The Answer foi também nomeado para o time dos 5 Melhores Jogadores da Temporada da NBA em 3 oportunidades (99, 01, 05).

Uma lenda, a face da NBA por anos, Allen “The Answer” Iverson revolucionou a forma de jogar dos baixinhos no basquete. Seus dribles fenomenais, sua raça incomparável e suas bandejas que levavam os fans ao delírio estão para sempre cravadas nas nossas memórias. Com certeza um dos melhores jogadores a não vencer um título da NBA, AI é um dos únicos que pode clamar ter vencido um jogo das Finais por si só.

 

3° Colocado – Jerry West

Quando se fala em Jerry West, se fala em um homem que estava fazendo cestas de 3 antes mesmo delas existirem. Isso mesmo, esse homem já arremessava por detrás da linha de 3 pontos, antes mesmo dela existir e antes mesmo dessas cestas contarem um ponto a mais. Ele arremessava de lá simplesmente em função de sua habilidade de fazer as cestas de tal distância.

 

 

Vê a semelhança?

Vê a semelhança?

 

Quando se fala no Sr. Logo, se fala no homem no qual a NBA pegou de inspiração para criar seu logotipo. Exatamente, o famoso jogador no centro do logo da NBA é Jerry West. A importância de West para o jogo fica clara e evidente após examinarmos as palavras de um dos melhores defensores de perímetro da História do basquete – se não o melhor – “Clyde” Walt Frazier. O lendário jogador dos Knicks disse em sua autobiografia que seu contemporâneo – West – era imparável. Frazier disse que não havia como evitar que Jerry fizesse seu estrago no lado ofensivo, e que a única maneira de fazê-lo diminuir seu ritmo era atacá-lo ferozmente no ataque, forçando-o a gastar sua energia na defesa e torcer para que ele cansasse.

Dono de um arremesso espetacular e de um arsenal ofensivo tão completo quanto se pode sonhar, West arremessava na cara de adversários menores e vencia com seu drible e sua velocidade adversários maiores. Não havia como defendê-lo, pois mesmo se nele fosse colocada dupla ou tripla marcação, com seu excelente passe Jerry achava o homem livre para a cesta fácil.

Como se não bastasse o quão bom West era ao longo do jogo, nos momentos decisivos ele se tornava ainda melhor. Dono original da alcunha “Mr. Clutch”, Jerry nunca foi tímido ao dizer que – para ele – era mais fácil fazer cestas no final do jogo do que no início deste ou durante ele. A sua auto-confiança era algo que para nós, pobres mortais, seria considerado arrogante, mas que para West era simplesmente uma constatação da realidade.

As estatísticas somente elevam o status do Mr. Clutch. Esse homem foi um All-Star em TODOS os 14 anos de sua carreira, sendo que foi selecionado para o time dos 5 Melhores Jogadores da Temporada em 10 desses anos, levando o Lakers às Finais da NBA 9 vezes e sendo MVP das Finais, mesmo tendo saído perdedor em 1969. Exatamente, ele foi tão superior a todos os outros jogadores que, apesar de seu time ter sido derrotado, ele foi considerado o maior vencedor daquela série. John Havlicek, uma das estrelas do Boston Celtics, time vencedor daquela série, chamou West ao final do último jogo e disse: “Jerry, eu te amo”. Essa frase veio após uma performance de 42 pontos, 13 rebotes e 12 assistências de West no Jogo 7 das Finais. Jerry teve uma média de 38 pontos na série e é – até hoje – o único a vencer o prêmio de MVP das Finais em um time perdedor.

Jerry West era também um defensor supremo, apesar dos seus 1,85 de altura. Ele foi 4 vezes seguidas nomeado para o Time de Defesa da NBA. O principal motivo para sua tremenda habilidade como defensor vinha de sua obsessão por perfeição. Após um jogo no qual ele acertou 16 de 17 arremessos tentados, no qual ele converteu todos os 12 lances-livres os quais tentou, no qual ele ainda distribuiu 12 assistências, agarrou 12 rebotes e bloqueou 10 arremessos, West disse que não estava satisfeito com a qualidade de sua defesa, afirmando que não se sentia um bom defensor, não se sentia um jogador completo.

Um dos Deuses da Raça da história do basquete, West não deixava dor ou lesões tirarem-no de jogos ou mesmo diminuírem seu ritmo ou sua intensidade. Para se ter uma idéia, Jerry teve seu nariz quebrado 9 vezes durante sua carreira, sem deixar a quadra em nenhum delas. Muitas vezes o Logo teve que ser carregado para quadra antes de jogar e terminou os mesmos jogos marcando 30 ou 40 pontos. Se Michael Jordan tem um problema de competitividade, como dizia seu finado pai, ele provavelmente herdou isso de West.

O Campeão da NBA em 1972 tem a 5ª melhor média de pontos por jogo de todos os tempos, com 27 pontos por confronto, sendo que em 4 temporadas ele rompeu os 30 pontos de média por partida. Fazendo jus ao seu apelido, o Mr. Clutch foi ainda mais decisivo nos Playoffs, tendo médias acima de 30 pontos por jogo em 7 pós-temporadas, atingindo em uma delas a fantástica marca de 41 pontos por confronto.

Jerry West é um dos maiores jogadores da história do basquete e a única coisa que o mantém fora da 2ª posição neste ranking é a falta de títulos de seus times, os quais eram contemporâneos dos grandes Celtics de Bill Russell, Bob Cousy e John Havlicek e dos lendários Knicks de Willis Reed, Walt Frazier e Earl Monroe. Para a alegria dos torcedores dos Lakers, o homem que tomou o lugar de West na lista dos melhores SG de todos os tempos também veste roxo e amarelo.

 

2° Colocado – Kobe Bryant

Os entusiastas de Jerry West negarão – de início – a grandeza de Kobe Bryant, mas no curso desses parágrafos ficará claro que históricamente, o Black Mamba já é dono do segundo lugar entre os 10 Melhores Shooting Guards da História da NBA.

Produto de sua idolatria a Michael Jordan, misturado ao seu instinto competitivo de tentar superar seu ídolo, Kobe é o que de mais próximo já existiu do Maior de Todos os Tempos, MJ. Bryant é o único jogador na história do basquete capaz de chegar perto de Jordan em competitividade, intensidade, amor pelo jogo, ética de treino, atleticismo e evolução de seu próprio jogo ano após ano. Além de Michael e Kobe, apenas Muhammad Ali conseguiu adaptar seu estilo à idade e manter-se no topo, como o melhor, durante toda a carreira, mesmo após a perda da velocidade e a explosão que deixam os atletas com o passar dos anos.

Ser mencionado na mesma lista que 2 dos maiores atletas da história não é o suficiente para descrever Kobe. Na primeira parte de sua carreira ele evoluiu de um mero Robin de Shaquille O’Neal para uma estrela ainda maior que o Diesel, tudo isso vencendo 3 títulos da NBA no trajeto. Uma vez que o Lakers trocou Shaq em 2005 e fez de Los Angeles a cidade do Black Mamba, ele respondeu ao chamado melhor do que qualquer um poderia imaginar.

Demonstrando um arsenal ofensivo de fazer inveja ao exército americano e uma intensidade  e vontade de vencer incomparáveis, Bryant chocou o mundo do basquete. Fadado a carregar um time limitadíssimo em Los Angeles, Kobe teve de voar a alturas que ninguém – além de ele mesmo – sabia que ele era capaz de alcançar, para manter seu time competitivo. O auge pessoal de Bryant viria na Temporada de 2005-2006, logo após o único ano em que seu time não chegou aos Playoffs da NBA em toda sua carreira.

Mordido pelos críticos que o chamavam de “fominha” e os quais diziam que ele não era nada sem Shaq, Kobe literalmente fez história ao levar o Lakers novamente à pós-temporada. Os sinais de que algo especial estava acontecendo já apareciam desde o início da temporada. Em dezembro, Kobe tornou-se o único jogador na história da NBA ao vencer um time inteiro sozinho durante 3 quartos. Ao final do 3° período do jogo contra o vice-campeão daquele ano – o Dallas Mavericks – Bryant tinha 62 pontos, contra apenas 61 do time todo do Mavs. Isso era só o começo.

Em janeiro, o Black Mamba produziu a maior apresentação individual da história da NBA ao derrotar o time do Toronto Raptors virtualmente sozinho.  O Raptors vencia o jogo por 14 pontos ao final do segundo quarto, quando Kobe – que já tinha 27 pontos no jogo – resolveu levar os Lakers à vitória por si só. Marcando incríveis 55 pontos em 2 quartos – 80% dos pontos do time na segunda metade do jogo – Bryant arrancou a vitória dos Raptors, que não conseguiram pará-lo nem com marcação quádrupla! Os 81 pontos de Kobe consistem na a segunda maior pontuação já conseguida por um jogador da NBA na história do jogo, atrás dos 100 pontos de Wilt Chamberlain. No mesmo mês, Bryant conseguiu um feito absurdo ao marcar mais de 45 pontos em 4 jogos consecutivos. Ele terminou janeiro com a melhor média de pontos por jogo em um mês da história da liga, com 43,4 pontos por confronto. Em 27 jogos naquela temporada, Kobe ultrapassou a marca dos 40 pontos – record do time do Lakers – e terminou o ano como cestinha absoluto da liga com 35,4 pontos por jogo. Apesar de não ter sido premiado oficialmente como MVP da Temporada 2005-2006, Kobe foi – de longe – o melhor jogador do mundo naquele ano.

Embora individualmente Bryant nunca mais atingisse os patamares de 2006, o melhor de sua carreira ainda estava por vir.

Depois de sofrer anos com times ruins, peça-a-peça o time de Los Angeles foi completando sua estrela. Com a chegada de Pau Gasol em 2008, Kobe passou a demonstrar facetas de seu jogo ainda não vistas. O entrosamento entre o espanhol e o Black Mamba foi perfeito, rendendo a Bryant o prêmio de MVP da Temporada em 2008 e ao seu time a volta às Finais da NBA. Apesar de derrotados pelo Celtics naquele ano, Kobe – impulsionado pela conquista da medalha de ouro nas Olimpíadas de Pequim, na qual liderou a Seleção dos EUA – voltou determinado a chegar ao topo do mundo do basquete novamente. Em 2009 e 2010, Kobe conquistou seus 4° e 5° títulos, sendo o MVP das Finais em ambas as conquistas.

O que mais assusta na grandeza de Kobe Bryant é que seu legado está longe de acabar. Essa frase tem ainda mais impacto quando consideramos que Bryant já foi 8 vezes selecionado para o time dos 5 Melhores Joadores da NBA e em 8 temporadas foi selecionado para o Time de Defesa da NBA. Ainda no auge de suas habilidades, o 12 vezes All-Star Kobe continua sendo o jogador mais completo da NBA.

Devido a já mencionada constante evolução do seu jogo, o camisa 24 dos Lakers manterá o time de Los Angeles competindo pelo título enquanto ele jogar. Lesões e idade já se mostraram ineficazes em parar o pentacampeão da NBA que, pelo conjunto de sua carreira – somando feitos individuais e em equipe – clama absoluto o título de vice-campeão na corrida pelo troféu de melhor Shooting Guard de todos os tempos. E, caso nada disso o convença, talvez Lil’ Wayne e sua música em homenagem ao seu jogo o façam abaixo.

 

1° Colocado – Michael Jordan

Se nós tentássemos construir o jogador de basquete perfeito, ele seria alguém dotado de um atleticismo extraordinário e munido do mais vasto conjunto de habilidades, com capacidade de dominar o jogo de basquete com seu arsenal. Este atleta teria que ter uma ética de treino impecável, a qual lhe permitisse ultrapassar seus limites todo santo dia na competição pessoal consigo mesmo, em busca da constante evolução de suas habilidades. Ele deveria ser um competidor nato, dotado do coração de um verdadeiro campeão, o qual buscasse nada que não a vitória e quem fizesse o possível e o impossível para alcançá-la. Este homem teria que ter uma visão de jogo que lhe permitisse revolucionar seu esporte, trazendo novas dimensões ao jogo, nunca antes vislumbradas. Seu amor pelo jogo e sua liderança deveriam ser tamanhas que, por meio deles, ele pudesse tirar o máximo de seus companheiros de time, tanto nos treinos quanto nos jogos. Por fim, esse jogador precisaria elevar seu jogo a níveis inacreditáveis nos momentos decisivos, sempre colocando seu time em posição de conquistar a vitória, não importando a adversidade a qual ele tivesse de enfrentar.

Por mais impossível que possa parecer a idéia de se ter um jogador o qual possuísse a soma de todas essas características, ele existe, e seu nome é Michael Jordan.

Para quem não viu Michel jogar, tudo o que se fala a respeito dele e a repulsa que comparações com jogadores de hoje causa podem parecer exagero da parte de seus súditos. Para preparar os mais novos para o que vem a seguir, vou deixar que dois dos melhores jogadores da história do basquete definam Michael Jeffrey Jordan. Magic Johnson – considerado o melhor armador de todos os tempos – disse: “Em termos de jogadores de basquete, existe Michael Jordan, e depois tem o resto de nós“. Após o famoso jogo dos Playoffs em que Jordan fez 63 pontos num dos melhores times da história – os Celtics de 1986 – Larry Bird disse que “Jordan não era um jogador de basquete, ele era Deus vestido em um uniforme do Chicago Bulls“.

Há tanto a se falar sobre MJ que a melhor forma para cobrir toda sua grandeza é de forma cronológica.

Antes mesmo de entrar na NBA, Michael já encantava o mundo com seus talentos. Impulsionado por seu extraordinário atleticismo, por sua competitividade e por sua habilidade de brilhar nos momentos decisivos, Jordan foi Campeão Olímpico em 1986 e Campeão Nacional Universitário em 1982, tendo convertido o arremesso decisivo para esta conquista, apesar de estar apenas em seu primeiro ano na Universidade da Carolina do Norte.

Logo em seu primeiro ano na NBA, MJ foi escolhido como titular no All-Star Game e terminou a temporada com médias de 28 pontos, 6 assistências, 6,5 rebotes, 2,5 roubos de bola e 1 toco por jogo, combinação de estatísticas nunca antes vistas na NBA. O que também era inédito na liga era sua habilidade atlética. Em jogos normais, a estrela do Chicago Bulls fazia cravadas dignas de Campeonato de Enterradas, maravilhando tanto fans quanto seus próprios adversários e companheiros de time. É quase dispensável dizer que Jordan foi escolhido o Novato do Ano, apesar de ter um forte concorrente em Hakeem Olajuwon.

Em seu 2° ano na NBA, Jordan sofreu uma lesão no tornozelo – a mais séria de sua carreira – e perdeu quase toda a temporada regular naquele ano. O Chicago Bulls queria deixar Jordan sem jogar o resto do ano, pois os médicos diziam que um retorno precipitado poderia acabar com sua carreira. Michael se recusou a aceitar ficar fora das quadras e voltou ao time no final da temporada regular e carregou o Bulls aos Playoffs daquele ano. Apesar de perder no 1° Round para os Celtics de Larry Bird, MJ bateu o record de pontos do Boston Garden – ginásio dos Celtics – ao explodir para 63 pontos, apesar de seu time sair derrotado do jogo. Michael comentou anos depois que, na época, os médicos o avisaram de que ele tinha 10% de chances de destruir sua carreira voltando às quadras tão cedo quanto ele voltou. Competitivo como Air Jordan era, ele disse que preferia acreditar que “ele tinha 90% de chances de não se machucar novamente“.

Nos anos seguintes, Michael Jordan continuou evoluindo, sempre a níveis muito acima das já altas expectativas lançadas sobre ele – prática que o Melhor de Todos os Tempos manteria ao longo de sua gloriosa carreira. O mesmo não podia se dizer de seu time, o qual – apesar das atuações fenomenais que seu camisa 23 tinha em todos os jogos – não conseguia complementar Jordan de forma minimamente satisfatória. Michael, contudo, não se deixaria abater pelas derrotas e – sendo um verdadeiro campeãonão desistiu de seu time e continuou elevando seu jogo, à medida que os desafios cresciam.

Apenas em seu 3° ano na NBA, MJ foi escolhido um dos 5 Melhores Jogadores da liga – reconhecimento que, a partir dali, ele conquistaria em todas as suas temporadas como jogador do Chicago Bulls. Neste mesmo ano, Michael atingiu sua maior média de pontos por jogo da sua carreira, com incríveis 37 pontos por confronto. Foi também em 1987 que Jordan conquistou pela primeira vez o título de Cestinha da Temporada, o qual ele conquistaria em todos os seus anos como um Bull após aquele. O ano seguinte porém, colocaria Michael de vez na história da NBA.

 

 

É de se entender a razão da NBA já ter discutido a idéia de mudar seu logo em homenagem a Michael Jordan.

É de se entender a razão da NBA já ter discutido a idéia de mudar seu logo em homenagem a Michael Jordan.

 

Em 1988, o 4° ano de Jordan na NBA, ele fez o que ninguém mais conseguiu fazer até hoje na história da liga americana: vencer todos os prêmios mais importantes possíveis. Com médias de 35 pontos, 6 rebotes, 6 assitências, 3 roubos de bola e 1,6 tocos por jogo, Michael foi escolhido o MVP e o Jogador de Defesa do ano. Como se isso não fosse o suficiente para cravar seu nome na história, Air Jordan foi Bicampeão do Campeonato de Enterradas – feito inédito por si só – e ainda foi o MVP do All-Star Game, anotando 40 pontos, 8 rebotes, 4 tocos, 4 roubos de bola e 3 assistências, dando um show para a eufórica torcida de Chicago.

A partir deste momento, todos já sabiam que estavam diante do maior jogador que já havia pisado em uma quadra de basquete. Já que individualmente Michael era incontestável, os  invejosos passaram a criticar sua falta de sucesso em equipe, apontando para as eliminações precipitadas de seus times nos Playoffs. Isso, entretanto, mudaria rapidamente.

Durante 2 anos seguidos – 1989 e 1990 – os Bulls foram eliminados nas semi-finais da NBA pelos Bad Boys de Detroit. Apesar de já ter jogadores de qualidade ao seu lado nos jovens Scottie Pippen e Horace Grant, os esforços de Jordan foram inúteis contra os Pistons. Nem mesmo o que é amplamente considerada como a melhor temporada individual de um jogador foi suficiente para levar o Bulls ao seu sonhado título. Com médias de 33 pontos, 8 assistências, 8 rebotes, 3 roubos de bola e 1 toco por jogo, Michael só não andou sobre a água em sua tentativa de trazer o troféu de Campeão da NBA para Chicago (e provavelmente não o fez pois ele já podia voar).

Finalmente em 1991 – contra os sagrados Lakers de Magic Johnson – Michael Jordan e o Chicago Bulls clamaram seus respectivos lugares como Melhor Jogador de Todos os Tempos e melhor time da NBA. Jordan passou a fazer o que todos diziam que ele não era capaz: tornar seus colegas de time melhores. Suas 8,4 assistências por jogo nos Playoffs daquele ano foram a prova de que Michael era capaz de envolver seus adversários, criando cestas fáceis para seus companheiros de equipe. A fórmula funcionou tão bem que ninguém na NBA foi capaz de segurar o Chicago Bulls, que venceram os próximos 2 títulos, clamando o único tricampeonato da liga desde o que o Boston Celtics de Bill Russell conquistou na década de 1960.

Após o 3° título Michael Jordan, abalado pelo brutal assassinato de seu pai e desmotivado por não encontrar mais desafios para superar no basquete, se aposentou pela primeira vez e passou 1 ano e meio afastado do jogo. O que o mundo não sabia era que Jordan faria história mais uma vez.

Após ter passado o período longe da NBA perseguindo uma carreira como jogador profissional de baseball, Michael Jordan fez o que somente Muhammad Ali havia feito nas história dos esportes profissionais: voltou da aposentadoria ainda melhor do que antes dela.

Impulsionado pelo desafio de mostrar que ainda era o jogador mais dominante da história dos esportes coletivos e munido de uma adaptação de suas habilidades e estilo de jogo à sua idade, Michael Jordan não demorou a mostrar que voltara não só o mesmo jogador de antes, mas sim melhor do que aquele. Já em sua primeira semana de volta às quadras, ainda fora de forma e se readaptando ao basquete,  Jordan anotou 55 pontos em pleno Madison Square Garden, contra a forte defesa do New York Knicks. As críticas ao seu jogo, após o Chicago Bulls ter sido derrotado pelo Orlando Magic nas semi-finais da NBA naquele ano, apenas botaram mais fogo no desejo de Jordan de clamar seu título de Melhor Jogador de Todos os Tempos de uma vez por todas.

Em 1996, munido de um dos melhores arremessos da história, e de um arsenal ofensivo imbatível – principalmente no garrafão – Michael Jordan foi dominante e levou o Bulls novamente ao título, conquistando seu 4° prêmio de MVP da Temporada de quebra. Nos dois anos seguintes, Jordan manteve seu domínio absoluto da NBA, trazendo mais 2 títulos de Campeão para Chicago e seu 5° prêmio de MVP para casa, fechando sua carreira com o roubo de bola e o arremesso decisivos no Jogo 6 das Finais da NBA.

Hexacampeão da NBA, 6 vezes MVP das Finais, 5 vezes MVP da NBA, 10 vezes cestinha da NBA, 10 vezes membro do Time dos 5 Melhores Jogadores da Temporada, 9 vezes membro do Time de Defesa da NBA, Jogador de Defesa do Ano em 1988, 14 vezes All-Star, 3 vezes MVP do All-Star Game, Novato do Ano, Bicampeão Olímpico e dono da melhor média de pontos por jogo dos 65 anos da NBA (30,1) e também dos Playoffs (33,4) não há como negar o lugar de melhor ala-armador da história para Michael Jordan, já que ele é – indubitavelmente – o Maior Jogador de Todos os Tempos. A sua raça, amor pelo jogo, capacidade de decisão e liderança não aparecem nas suas espetaculares estatísticas, contudo adicionam ainda mais para o status de MJ como o modelo do jogador de basquete perfeito.

 

Jay Ernani

 

16 Comentários leave one →
  1. Batman permalink
    19/10/2010 11:12

    Jayjay man, falando do MJ até na parte do Mamba (OK, foi só no 1º parágrafo)…
    Muito bom o artigo, curti bastante. Parabéns.

  2. Morto permalink
    21/10/2010 15:52

    Muito bom o texto. Só não entendo o fetiche do ser humano de fazer listas. Os dez mais, os cinco, os dez maiores isso, os cinco piores aquilo…haha…
    E o porquê de 10?Não podia ser 23?rs
    Abraço.

  3. 22/10/2010 08:48

    Encontrei esse blog em uma comunidade do Orkut e gostei muito do post. Mais um que vou acompanhar. Tá de parabéns. O Brasil precisa de mais veículos de nicho em relação ao basketball e aqui tem tudo pra der certo. Em breve farei o meu também.

    Abraços.

  4. Homero permalink
    26/10/2010 00:37

    Alucinante este post… São quase 2h da manhã de uma terça-feira e eu não consigo deixar de ler a matéria. Parabéns, grande Jay!!

  5. Pen permalink
    26/10/2010 13:42

    gostei mais da lista de PG do que desta, mas esta de parabens jay… Opinião é complicado

  6. Leonardo dos santos Sardinha permalink
    27/10/2010 20:21

    Sem Comentários!!!! Demais…

  7. Pen permalink
    03/11/2010 09:19

    jay… voces podiam dizer o dia que sai as outras listas??? todos ansiosos!!!!!

    • Jay Ernani permalink*
      04/11/2010 23:47

      Caro André,

      Os artigos Top 10 – apesar de muito gostosos de ler e de fácil leitura – são extremamente trabalhosos e, por esse motivo, estamos demorando mais do que o comum para trazê-los escritos da melhor forma possível. Os próximos 2 artigos serão escritos pelo Fábio e, eu creio, que um deles será publicado ainda nesta semana.

      Agradeço pelo interesse e continue acompanhando o NBA1on1!

      Jay Ernani

      NBa1on1, onde o melhor basquete do mundo acontece!
      https://nba1on1.wordpress.com/

  8. Pen permalink
    03/12/2010 13:41

    quando sair novidades, por favor postem nas comunidades relacionadas ao assunto

    • Jay Ernani permalink*
      07/12/2010 23:18

      Andr, Estamos tendo um pouco de problema para terminar os artigos mais complexos com o final do ano pesado. No se preocupe que assim que o prximo Top 10 sair – juntamente com a Corrida pra MVP e com os Power Rankings da NBA, bem como um artigo sobre a diferena de talento entre os homens de garrafao da dcada de 90 e os de hoje – ns iremos anunciar no twitter e tambm nas vrias comunidades sobre NBA no Orkut. Agradecemos seu interesse e continue acompanhando o NBA 1on1! Jay Ernani.

  9. Rodrigo permalink
    29/03/2011 16:15

    Ótimo artigo e parbéns pelo site.
    Sobre a lista, sempre há algumas diferenças de perspectiva e uma que quero salientar é que não acho que Jordan tenha sido melhor depois de sua primeira aposentadoria (entre 95 a 98) do que havia sido antes. O contrário é verdadeiro. Apesar disto, Jordan conseguiu voltar a ser o melhor do mundo durante o período do segundo tri do Bulls.
    Palavra de quem acompanha Jordan desde 1987, e que já tinha 17 anos na época.
    Um abraço ao Jay, e realmente sua admiração por Michael Jordan faz todo o sentido.
    Best esportista ever.

  10. Rodrigo permalink
    29/03/2011 16:18

    Ótimo artigo e parbéns pelo site.
    Sobre a lista, sempre há algumas diferenças de perspectiva e uma que quero salientar é que não acho que Jordan tenha sido melhor (entre 1995 a 1998) depois de sua primeira aposentadoria (em outubro de 1993) do que havia sido antes (perído entre 1984 a 1993, sendo o auge de 87 a 93). O contrário é verdadeiro. Apesar disto, Jordan conseguiu voltar a ser o melhor do mundo durante o período do segundo tri do Bulls.
    Palavra de quem acompanha Jordan desde 1987, e que já tinha 17 anos na época.
    Um abraço ao Jay, e realmente sua admiração por Michael Jordan faz todo o sentido.
    Best esportista ever.

    • Jay Ernani permalink*
      30/03/2011 11:07

      Obrigado por acompanhar nosso site e dár-se ao trabalho de participar dele Rodrigo.

      Quanto ao seu comentário sobre quando MJ foi melhor, eu não tenho dúvidas de que a temporada 88-89 foi o auge de Jordan – e talvez até a melhor temporada invividual da história da NBA – inclusive tendo como destaque um período de 7 jogos consecutivos nos quais Jordan teve um triplo-duplo. Sem falar que essa sequência deu-se durante a famigerada “Viagem do Circo”, sendo que com 9 vitórias em 10 jogos, aquela foi a primeira temporada em que o Bulls varreu a sequência de 4 jogos no Oeste durante a viagem. Hoje em dia LeBron ou Wade fazem 1 triple-double e todo mundo já fala como se fosse algo especial, imagine 7 seguidos.

      O meu ponto, entretanto, é que Michael voltou à NBA já acima dos 30 anos de idade, longe de seu auge físico, porém ainda mantendo a mesma eficiência ofensiva e defensiva. A adaptação que ele conseguiu inserir em seu jogo foi incrível e é nesse sentido que eu disse que ele era um melhor jogador na segundacorrida, tendo em vista manter-se tão dominante quanto ele era, ainda que desprovido de muito de seu atleticismo – aspecto mais marcante de sua carreira até 1993.

      Novamente, obrigado por participar, e saliento que meu comentário não é uma crítica à sua opinião, mas sim um esclarecimento quanto ao ponto o qual você trouxe para o debate.

      Grande abraço,

      Jay Ernani
      NBA1on1, onde o melhor basquete do mundo acontece!

  11. rafael palomino permalink
    01/10/2011 01:27

    A segunda metade de Jordan fez ele reinventar sua técnica de arremesso e ser capaz de vencer os jovens que estavam no auge físico, mesmo ele não estando mais lá. Jordan mostrou ser capaz de algo que poucos são: renovar-se. Seu segundo tri nos Bulls é tão bom quanto o primeiro. Se considerarmos que ele já tinha mais de 30 nesse segundo tri, então esse é o melhor momento de sua carreira.

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