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Preview 2010-2011: Miami Heat

24/10/2010

Tudo ou nada, título ou fracasso, serão essas as únicas opções viáveis para o Miami Heat na Temporada 2010-2011?

Titulares: Carlos Arroyo (Mario Chalmers), Dwyane Wade, LeBron James, Chris Bosh, Joel Anthony (Udonis Haslem)

Reservas: Mario Chalmers, Eddie House, Mike Miller, Udonis Haslem, Zydrunas Ilgauskas, James Jones, Juan Howard, Jamaal Magloire

Técnico: Erik Spoelstra (Pat Riley)

Temporada passada: Eliminado no primeiro round por 4-1 pelo Boston Celtics

Previsão: Finais da NBA

A Trinca de Miami, Os Super-Amigos, Os 3 Patetas, chamem eles do que quiserem, mas o fato é que a NBA nunca viu tanto talento em apenas 3 jogadores em um só time. Wade, LeBron e Bosh podem não se encaixar perfeitamente, já que todos precisam da bola em suas mãos pare serem mais efetivos. Mas como dizem na NBA, junte as estrelas e elas dão um jeito. Sendo assim, é apenas uma questão de tempo para que o trio esteja caçando a liga com seu talento e atleticismo.

Tendo dito isso, é importante adicionar que o time do Miami Heat – infelizmente para o resto da NBA – não acaba no seu trio mágico. O banco é muito sólido com a presença de ótimos arremessadores em House, Jones e Miller (fora do time até janeiro por lesão na mão) e com a adição de bons veteranos no garrafão em Haslem, Ilgauskas, Howard e Magloire.

Eles cantam, eles dançam, eles pulam, se duvidar eles até jogam! Mas será que jogam o suficiente para carregar o Miami ao topo da NBA?

Eles cantam, eles dançam, eles pulam, se duvidar eles até jogam! Mas será que jogam o suficiente para carregar o Miami ao topo da NBA?

Embora tudo pareça perfeito, nem tudo são flores em South Beach. O time tem literalmente buracos nas 2 posições mais importantes do basquete: armador e pivô. Enquanto que Chalmers é cotado para ser o titular, o seu arremesso compromete muito o ataque do Heat. Com Wade, LeBron e Bosh atraindo marcação forte, o armador que estiver em quadra precisa ter condições de fazer arremessos consistentemente, coisa que passa longe dos melhores sonhos de Chalmers. Arroyo é um melhor arremessador, mas ainda abaixo do que seria ideal para o melhor rendimento do time. Quanto aos pivôs, o problema permanece tão sério quanto na armação. Haslem é a melhor opção, porém não é um pivô propriamente dito e seria um elo fraco na defesa contra monstros como Dwight Howard, Paul Gasol e até mesmo o veterano Shaq. Ilgauskas e Magloire seriam opções interessantes, 5 anos atrás. Ambos já viram seus melhores dias e, enquanto tem condições de contribuir ofensivamente em algumas ocasiões, são defensivamente frágeis. Juan Howard incorre em ambos os problemas: já está longe de seu auge e ainda é pequeno demais para marcar os maiores pivôs da NBA.

Os empolgados com o Conluio de Miami – como o técnico do Lakers, Phil Jackson, definiu a união dos 3 amigos – argumentarão que os Bulls de Jordan nunca tiveram um pivô dominante e nem mesmo um armador de elite. Esta argumentação é tão frágil quanto as comparações de LeBron com Jordan. Primeiro, os times de Chicago sempre tiveram pivôs minimamente capazes defensivamente. Segundo, seus armadores sempre foram ótimos arremessadores. Último, eles tinham Michael Jeffrey Jordan – e James não se compara ao Maior de Todos os Tempos.

Não adianta esconder Riles, nós sabemos que você sempre tem um Ás na manga. Pergunte a Stan Van Gundy...

Outro problema para esse grande time serão os constantes rumores – após cada derrota do Heat – de Pat Riley descendo da diretoria do time para tomar o posto de treinador de Spoelstra. Riles pode negar o quanto quiser mas nós sabemos que esta é uma possibilidade real e o pobre Erik Spoelstra também sabe bem disso. Se ambos sabem, se nós sabemos, os jogadores também sabem. Isso pode se tornar um problema, principalmente quando Erik tem o desafio de controlar 3 estrelas, acomodando o ego deles e mantendo o equilíbrio com o resto do time.

Os entusiastas de Miami podem argumentar que – independente de técnico ou de peças complementares – quando o jogo estiver na linha, quem estará em ação serão Wade, James e Bosh. Salvo lesões sérias, o Trio de Ouro será de fato suficiente para vencer entre 58 e 65 jogos na temporada regular sem sombra de dúvidas. A pergunta que fica é: serão os Super-Amigos suficientes para vencer uma série de 7 jogos nos Playoffs contra os experientes e consolidados times como o Lakers, Celtics e Magic, ou mesmo contra os novos e empolgantes times como o Thunder e o Bulls?

 

Jay Ernani

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