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Top 10 Small Forwards

18/01/2011

Dando continuidade à série Top 10 de cada posição, hoje iremos descobrir quem são os 10 maiores alas de todos os tempos da NBA.

Correndo por fora

LeBron James

Por mais criticado que ele tenha sido nos últimos 6 meses, não há como negar que o jovem ala de Akron, Ohio, já merece consideração entre os maiores alas de todos os tempos. Draftado com a primeira escolha geral pelo Cleveland Cavaliers em 2003, desde sua primeira partida na NBA, LeBron já mostrava ter uma combinação única de força, velocidade, habilidade e visão de jogo. Logo em seu primeiro ano, James já seria agraciado com o prêmio de Novato do Ano.

Detentor já de duas medalhas olímpicas (bronze em 2004, ouro em 2008), dois prêmios de MVP, uma aparição nas Finais e inúmeras seleções para o All-Star Game e para os Times All-NBA, James acabou virando alvo de críticas em 2010 ao decidir, em um questionável programa em rede mundial, que iria trocar o Cleveland Cavaliers pelo Miami Heat. No que foi considerado por muitos como um golpe contra a cidade de Cleveland, LeBron agora terá que conviver com a agressividade de todos os fãs da NBA e com o rótulo de que ele é apenas um ajudante e não um candidato ao posto de maior jogador de todos os tempos.

Grant Hill

Se não fossem as lesões, era possível que Grant Hill, este ala natural de Dallas, Texas, estivesse muito, mas muito mais alto nesta lista. Desde o começo de sua carreira universitária pela tradicional universidade de Duke, Hill já era conhecido por ser um dos jogadores mais completos do basquetebol mundial, defendendo, passando e atacando com primazia. Com os Blue Devils, Hill seria bicampeão nacional e ainda teria um vice-campeonato nos quatro anos em que esteve em Duke.

Sua entrada na NBA não poderia ter sido mais triunfal: Novato do Ano junto com Jason Kidd (então do Dallas Mavericks), 19,9 pontos, 6,4 rebotes, 5 assistências e 1,77 roubo e jogador mais votado para o All-Star Game – tudo isto no primeiro ano. Hill então colecionaria prêmios e homenagens, sendo eleito para 5 Times All-NBA (1x para o primeiro, 4 para o segundo). No entanto, tudo mudaria da água pro vinho em 2000, quando Hill assinou com o Orlando Magic e sua carreira descarrilou devido a sucessivas lesões nos tornozelos, que o limitaram a apenas 47 jogos nos primeiros 4 anos com o Magic. Os próximos 3 anos de sua estadia na Flórida não seriam diferentes, mas Hill conseguiu pelo menos voltar a ser um jogador de rotação. Em 2007, Hill assinou com o Phoenix Suns, onde o milagroso time médico do Arizona conseguiu fazer com que ele se tornasse um dos jogadores mais saudáveis e resistentes da NBA hoje em dia.

Paul Pierce

Quem falou que A Verdade Dói (The Truth Hurts) certamente havia jogado contra Paul Pierce, um dos jogadores mais raçudos, leais e resistentes que a NBA teve nos últimos 10 a 12 anos. Natural de Oakland, Califórnia, Pierce foi selecionado pelo Boston Celtics na décima escolha do Draft de 1998 vindo da universidade de Kansas, onde ele havia sido eleito duas vezes o MVP da conferência Big 12.

Logo no começo de sua carreira, Pierce já ganharia reconhecimento de outros jogadores como um dos alas mais completos da NBA com uma quedinha por ser o herói nos momentos decisivos dos jogos. No entanto, quase que isto foi posto a perder em 2000. Pierce, ao tentar apartar uma briga em um bar, foi esfaqueado 11 vezes nas costas, face e pescoço, além de ter uma garrafa quebrada contra sua cabeça. Mesmo após ficar entre a vida e a morte, Pierce se recuperou e jogou todos os 82 jogos da temporada 2000-01. Sua resiliência seria testada mais vezes ainda durante a carreira, mas Pierce sempre esteve pronto – somente em uma temporada (2006-07) que o ala perdeu uma quantia significativa de jogos, atuando em apenas 47 partidas naquele ano.

Tanto sofrimento seria pago com dividendos em 2008. Em duas negociações ousadas, o Boston Celtics adquiriu Kevin Garnett e Ray Allen, o que catapultou o time do celeiro para o topo da conferência Leste. Logo no primeiro ano do trio, Pierce seria eleito o MVP das Finais de 2008, que terminaram com a vitória por 4 a 2 sobre o Los Angeles Lakers. Dois anos depois, em 2010, Pierce e os Celtics voltariam para as Finais, mas desta vez acabaram perdendo para o mesmo Lakers por 4 a 3. Mesmo assim, as chances de que Pierce volte a figurar no palco mais nobre da temporada da NBA são altas.

10 – Adrian Dantley

Se você olhar no dicionário a palavra eficiência, provavelmente encontrará uma foto de Adrian Dantley, ala proveniente de Washington DC, que ficou conhecido durante os 15 anos de sua carreira como um dos pontuadores mais eficientes que a liga já viu, totalizando 23.177 pontos – o que lhe dá uma média de 24,3 pontos por jogo.

Tanta eficiência se deu ao arremesso único de Dantley, que ao contrário de outros, se elevava para chutar com o pé totalmente no chão, o que lhe rendia mais estabilidade na hora do chute. Além disso, Dantley ficou conhecido por aproveitar muito bem as chances perto da cesta, o que lhe rendia muitas e muitas idas à linha de lance-livre: durante toda sua carreira, Dantley foi o jogador que mais acertou lances-livres na liga por 5 temporadas diferentes, além de ser o 6º de todos os tempos com 6.832 chutes convertidos da linha.

Uma espécie de viajante da NBA, Dantley defendeu sete equipes diferentes em sua carreira, mas foi com o Utah Jazz que ele encontrou mais sucesso. Adquirido pelo Jazz em 1979 junto ao Los Angeles Lakers, Dantley defendeu as cores do time de Salt Lake City por 7 anos, onde ele foi eleito seis vezes para o All-Star Game e outras duas para o Segundo Time All-NBA. Sua camisa número 4 está aposentada pelo Utah Jazz como uma forma de homenagear o prolífico pontuador.

Hoje com 54 anos, Dantley é assistente técnico do Denver Nuggets, tendo assumido a equipe de maneira interina em 2009-2010, quando o técnico George Karl se afastou para tratar de um problema de saúde. Em 2008, Dantley foi indicado para o Hall da Fama do Basquete. Ele detém juntamente com Wilt Chamberlain o recorde de maior número de lances-livres acertados em uma só partida – 28 chutes.

9 – James Worthy

O maior point guard de todos os tempos teve ao seu lado também um dos maiores alas de todos os tempos. James Worthy, ala de 2m04 natural de Gastonia, Carolina do Norte, fez parte de equipes lendárias durante toda sua carreira. Apenas na universidade, ele foi o cestinha do North Carolina Tar Heels numa mesma equipe que possuía o pivô Sam Perkins e ninguém mais, ninguém menos que Michael Jordan.

Ao adentrar a NBA, Worthy foi selecionado com a primeira escolha geral pelo Los Angeles Lakers, onde ele formaria o Showtime Lakers ao lado de Magic Johnson, Kareem Abdul-Jabbar e outros. O caso foi curioso pois, após o Lakers (campeão na temporada 81-82) ganhar a primeira escolha, a NBA instaurou o sistema de loteria como uma maneira de impedir que times de elite recebam escolhas altas.

Durante sua carreira, Worthy ficaria conhecido como um dos melhores jogadores em partidas e momentos decisivos, ganhando o apelido de Big Game James. O ponto alto de sua carreira foi em 1988, quando, após anotar um triplo-duplo (36 pontos, 16 rebotes, 10 assistências) no jogo 7 contra o Detroit Pistons, Worthy seria escolhido o MVP das Finais. Após totalizar 16.320 pontos, 4.708 rebotes, três títulos e uma vaga entre os 50 maiores jogadores de todos os tempos em seus 12 anos na NBA, Worthy se aposentou, mas a memória de Big Game James correndo ao lado de Magic Johnson permanecerá viva por muitos anos ainda.

8 – Bernard King

Se você perguntar a alguém que tenha mais de 30 anos quem era a epítome do ala pontuador na NBA, a resposta será uma só: Bernard King, o atleta proveniente de Brooklyn, Nova Iorque e que alcançou o estrelato justamente com o New York Knicks, o qual defendeu por 5 anos.

Draftado em 1977 pelo New Jersey Nets na sétima posição geral, King desde cedo deixou claro seu pedigree como pontuador, estabelecendo já em seu ano de novato o então recorde de pontos em uma temporada da franquia – 1.909. King então iniciaria uma carreira brilhante como o principal pontuador do Nets, Utah Jazz, Golden State Warriors, Knicks e Washington Bullets. Em janeiro de 1984, ele se tornaria o primeiro jogador desde 1964 a anotar pelo menos 50 pontos em dois jogos consecutivos. Em dezembro do mesmo ano, King, então no Knicks, cementaria ainda mais o seu status de lenda ao marcar 60 pontos contra a sua ex-equipe, o Nets. Ele é apenas um dos 20 jogadores a marcar 60 pontos em apenas um jogo.

Em 1986, no entanto, uma lesão no joelho tiraria muito da sua explosão, o que o faria ser dispensado do Knicks, onde ele foi eleito duas vezes para o All-Star Game e duas vezes para o primeiro time All-NBA. King então foi para o Washington Bullets, onde ele faria um retorno de sucesso às quadras, sendo inclusive eleito para o All-Star Game novamente em 1991. Mesmo assim, problemas no mesmo joelho fizeram com que King terminasse sua carreira em 93, totalizando 19.655 pontos em suas 14 temporadas.

7 – Rick Barry

Rick Barry, o progenitor dos irmãos Jon e Brent Barry, é a prova viva que não é necessário ser um bom moço (ou pelo menos ser visto como tal) para ser um jogador de sucesso na NBA. Visto pelos especialistas como um dos maiores alas puros da história da NBA, Barry também carregava consigo a estigma de ser um dos jogadores mais egoístas e competitivos da NBA. Mike Dunleavy, seu ex-colega de Warriors, disse certa vez: “você pode mandá-lo para as Nações Unidas (ONU) e ele iniciaria a Terceira Guerra Mundial”.

O motivo desta “fama”? Logo após sua primeira temporada com o San Francisco Warriors, Barry aceitou um contrato de 500 mil dólares e foi para a ABA. A quantia, que hoje é irrisória, na época o transformou em um dos jogadores mais bem pagos de todos os tempos. Na ABA, Barry experimentaria sucesso logo em seu primeiro ano, liderando o Oakland Oaks ao título. Nos anos seguintes, Barry sofreria com lesões, mas continuaria sendo um dos principais jogadores da liga – pelo menos até um juiz decidir, em 1972, que ele deveria retornar para o Warriors – agora renomeado Golden State Warriors.

De volta para onde tudo começou, Rick Barry levaria a equipe a seu primeiro e único título, vencendo o Washington Bullets nas Finais por 4 a 0 em 1975. Barry seria eleito o MVP das Finais. O ala, conhecido por seu jogo completo e competitividade extrema, se aposentaria em 1980, após dois anos no Houston Rockets. Barry terminaria sua carreira com 8 All-Star Games, 5 seleções para o Primeiro Time All-NBA, quatro All-Star Games da ABA e quatro Primeiros Times All-ABA, além de estar presente na seleção dos 50 Maiores Jogadores da NBA. Ele totalizou 25.279 pontos, 6.863 rebotes e 4.952 assistências.

6 – Dominique Wilkins

Quando um jogador é chamado de The Human Highlight Film, você sabe que está falando de um jogador especial – e Jacques Dominique Wilkins certamente o era. Ao longo de sua extensa carreira na NBA, que começou em 1982 e foi até 1999, Wilkins ficou conhecido por ser um dos maiores enterradores da história da liga, inclusive participando de duelos inesquecíveis contra Michael Jordan tanto durante a temporada e playoffs como também nos campeonatos de enterradas.

Escolhido na terceira escolha geral do Draft de 1982 atrás de James Worthy e Terry Cummings pelo Utah Jazz, o ala nascido na França não aceitava jogar pela equipe de Salt Lake, o que, somado aos problemas financeiros do Jazz na época, levaram a equipe a negociar Wilkins com o Atlanta Hawks, onde ele se tornaria simplesmente um dos maiores atletas de todos os tempos da franquia. Ao longo de seus onze anos em Atlanta, Wilkins foi eleito nove vezes para o All-Star Game, uma vez para o Primeiro Time All-NBA, quatro para o Segundo Time, duas para o Terceiro Time, um título de Cestinha da Temporada em 1985, com 30,3 pontos por jogo e dois títulos do Campeonato de Enterradas.

O que marcou a carreira de Wilkins certamente foram os duelos com Michael Jordan. O primeiro veio em 1985, quando ‘Nique venceu Jordan por 147 a 136 na final. A revanche, no entanto, só viria em 1988, quando Jordan e Wilkins realizaram aquele que é conhecido como o maior campeonato de enterradas de todos os tempos, no qual MJ saiu vencedor por apenas dois pontos: 147 a 145.

Durante os últimos anos, ‘Nique teve passagens curtas pelo Los Angeles Clippers, Panathinaikos-GRE (onde ele foi campeão Europeu e da Copa da Grécia), San Antonio Spurs, Boston Celtics, Fortitudo Bologna-ITA e Orlando Magic. Sua camisa número 21 foi aposentada em 2001 pelo Hawks.

5 – John Havlicek

“Havlicek steals it! Havlicek stole the ball! It’s all over!!” Esta famosa frase, proferida pelo narrador Johnny Most no dia 15 de abril de 1965, é uma das marcas da carreira de John J. Havlicek, o ala de 1m96 que defendeu o Boston Celtics entre os anos de 1962 e 1978. Inicialmente draftado em 62 tanto pelo Celtics para jogar de ala e pelo Cleveland Browns para jogar de wide receiver, Havlicek acabou abandonando a carreira na NFL para se tornar octacampeão da NBA, 13 vezes All-Star e um prêmio de MVP das Finais em 1974.

Apesar de ser tido como um dos principais jogadores de todos os tempos, Havlicek – ou Hondo como ficou conhecido – inicialmente não era famoso por dividir a quadra com Jerry Lucas em Ohio State, o que o levou a ser um reserva no começo de sua carreira. No entanto,o ala aproveitou para revolucionar o papel de sexto homem, sendo um dos reservas mais proeminentes da liga por anos a fio. Além disso, Hondo ficou conhecido por sua habilidade de jogar tanto de ala quanto de armador, sua tenacidade e raça tanto no ataque quanto na defesa, suas habilidades incríveis em todas as facetas do jogo, sua movimentação constante e sua capacidade incrível de correr sem se cansar.

John Havlicek é o maior cestinha de todos os tempos do Celtics, com 26.395 pontos, além de liderar a franquia em jogos disputados, com 1.270 partidas. Ele se tornou o primeiro jogador da história a marcar mil pontos em 16 temporadas consecutivas, com sua maior marca vindo em 1970-71, quando ele manteve uma média de 28,9 pontos.

4 – Elgin Baylor

Se jogadores como Dominique Wilkins, Julius Erving, Michael Jordan e outros ficaram conhecidos por suas proezas aéreas, foi tudo por causa de Elgin Gay Baylor, o ala de 1m96 que ficou conhecido por ser o primeiro atleta a desafiar os ares com suas enterradas e jogadas acrobáticas. Ao longo dos seus 13 anos como jogador, “Rabbit” Baylor assombrou e arrebatou uma legião de fãs além de uma série de premiações, tais como 11 seleções para o All-Star Game, 10 seleções para o Primeiro Time All-NBA, Novato do Ano e MVP do All-Star Game logo em seu primeiro ano.

Sua carreira foi toda jogada com as cores do Minneapolis/Los Angeles Lakers, que o selecionou com a primeira escolha geral do Draft de 1958. Curiosamente, foi graças a Baylor que o Lakers se manteve na NBA, pois a equipe estava com sérios problemas financeiros uma vez que a equipe estava distante dos tempos de glória do pivô George Mikan. Elgin Baylor era, de fato, a última chance de sobrevivência do Lakers. Segundo Bob Short, dono da equipe na época, “se ele (Baylor) tivesse nos rejeitado, teríamos saído do negócio. O time teria ido à falência”.

Baylor se aposentou após nove jogos da temporada de 1971, um fato curioso que impediu que o ala participasse de dois eventos marcantes: o jogo seguinte após a aposentadoria de Baylor iniciou uma sequência de 33 vitórias consecutivas – a maior de todos os tempos até hoje – que culminou no título da temporada de 1971. Desta forma, Baylor acabou encerrando sua carreira sem o elusivo anel de campeão.

Após sua excelente carreira nas quadras, Baylor se aventurou fora delas, sendo técnico do New Orleans Jazz entre os anos de 1975 a 1979, mas com um recorde pífio: 86 vitórias e 135 derrotas. Sete anos após, Baylor foi contratado pelo Los Angeles Clippers para ser o vice-presidente de operações de basquete, cargo que ele ocupou por 22 anos até se aposentar em outubro de 2008, com 74 anos. Em 2006, ele foi eleito o Executivo do Ano na NBA por ter sido o principal responsável na montagem do Clippers de 2006, que venceu a única série de playoffs da equipe desde 1976, quando a equipe ainda jogava em Buffalo e se chamava Buffalo Braves.

3 – Scottie Pippen

Algumas pessoas falam que Scottie Pippen é o maior “ajudante” de todos os tempos, sendo o braço direito de Michael Jordan durante quase toda sua carreira. Na verdade, elas estão enganadas: Pippen, no alto dos seus 2m04, era, na verdade, a única superestrela com habilidade e comportamento capazes de complementar Jordan.

A carreira de Pippen começou quando ele foi escolhido na quinta posição geral do Draft de 1987 pelo Seattle SuperSonics e eventualmente negociado junto com o Chicago Bulls pelo pivô Olden Polynice. Nos seus primeiros anos, “Pip” era reserva de Brad Sellers, mas tudo mudou nos playoffs de 1988, quando Pippen assumiu a posição de ala titular para não largá-la mais pelos próximos dez anos. Logo em 1990, ele seria eleito para o primeiro de seus sete All-Star Games, mas sofreria com a derrota do Bulls nas mãos do Detroit Pistons nas finais de conferência.

Tudo isso mudaria a partir de 1991, quando o Bulls iniciou seu primeiro tricampeonato consecutivo. Neste ano, ele emerge como o principal jogador de defesa do time e uma opção versátil no ataque Triângulo de Phil Jackson. É também em 91 que ele é eleito pela primeira vez para o Time de Defesa da NBA, sendo que de 92 a 99 ele foi eleito oito vezes consecutivas para o Primeiro Time de Defesa. No entanto, é em 1994, no primeiro ano sem Michael Jordan, que Pippen mostra sua verdadeira habilidade, levando o Chicago Bulls a 55 vitórias e terminando em terceiro na votação de MVP com médias de 22 pontos, 8,7 rebotes, 5,6 assistências, 2,9 roubos e 0,8 toco.

Mas sem Jordan, Pippen não era capaz de levar o Bulls à terra prometida, algo que mudou em 1995 com o retorno de MJ. Após o segundo tricampeonato do Bulls, Pippen sairia da equipe e teria passagens de relativo sucesso por Houston Rockets e Portland Trail Blazers até se aposentar em 2004 da NBA. O ala ainda faria uma tentativa de retorno às quadras em 2008, aos 42 anos, jogando pelo time finlandês Torpan Pojat e pelo líder do campeonato sueco Sundsvall.

Pippen terminou sua carreira na NBA com 7 seleções para os times All-NBA (3 para o primeiro Time), 6 títulos, um MVP de All-Star Game, 18.940 pontos, 7.494 rebotes, 6.135 assistências e 2.307 roubos.

2 – Julius Erving

A NBA alcançou a popularidade que tem hoje devido a astros como Michael Jordan, LeBron James, Kobe Bryant, Shaquille O’Neal, Allen Iverson e outros, mas o estilo mais atlético e acrobata de jogar basquete foi definido por Julius Winfield Erving II, o ala de 2m01 e 95Kg que alçou voo na ABA e na NBA pelo Virginia Squires, New York Nets e Philadelphia 76ers.

Por incrível que pareça, ao contrário de outros tantos jogadores lendários, Julius Erving não foi draftado e acabou assinado pelo Squires em 1971. Logo em seu primeiro ano, Dr. J tomou a liga como um furacão, tendo média de 27,3 pontos ao ser eleito para o Segundo Time All-ABA. No ano seguinte, Erving tentaria jogar pelo Atlanta Hawks, mas devido a um mandado judicial, retornou para o Squires, elevando sua média para 31,9 pontos por jogo antes de ser transferido em 1973 para o New York Nets.

A troca de time cementou Erving como a maior estrela da ABA. Em Nova Iorque, ele lideraria o Nets a dois títulos, ganharia três MVPs e mais três títulos de cestinha. Em 1976, o Nets faria parte, junto ao Denver Nuggets, Indiana Pacers e San Antonio Spurs, da fusão entre a ABA e a NBA. A fusão, no entanto, fez com que o New York Knicks processasse em 4,8 milhões de dólares o Nets por “invadir seu território”. O processo então fez a equipe a negociar Doc com o Philadelphia 76ers pela quantia de 3 milhões de dólares.

Logo em sua primeira temporada com o Sixers, Erving os lideraria até as Finais, onde Bill Walton e o Portland Trail Blazers os aguardavam. O Sixers abriu 2 a 0, mas perdeu o título após ser derrotado 4 vezes seguidas. Fora de quadra, Erving ainda experimentaria similar sucesso ao se tornar o primeiro jogador a ter um tênis personalizado e ao participar de um filme, The Fish That Saved Pittsburgh.

Mesmo com Erving e jovens astros como Andrew Toney e Maurice Cheeks, o Sixers morreria na praia repetidos anos até a aquisição de Moses Malone, o qual formou com Erving um combo formidável, liderando o time até o título de 1983. Erving, nesta época, era uma das maiores estrelas da NBA, com uma notória rivalidade contra Larry Bird. Ele se aposentaria com 37 anos, no ano de 1987.

Julius Erving totalizou 30.026 pontos, 10.525 rebotes, 5.176 assistências, 2.272 roubos e 1.941 tocos. Ele foi eleito 16 vezes para All-Star Games (11 na NBA), cinco vezes para o Primeiro Time All-NBA, quatro para o Primeiro Time All-ABA, quatro MVPs (três na ABA) e três títulos (dois na ABA). Dr. J ainda foi eleito para o time de 35 e para o time de 50 anos da NBA.

1 – Larry Bird

Na década de 70, a NBA enfrentava vários problemas de popularidade, com poucos astros e os que tinha, estavam envolvidos em problemas fora das quadras. Isto mudaria em 1979, quando dois novatos que atendiam pelos nomes de Larry Bird e Magic Johnson entraram em cena.

Bird, um ala de 2m06 e 100Kg, logo em sua primeira temporada levou o Boston Celtics (sua única equipe na carreira inteira) de um recorde de 29 vitórias e 53 derrotas em 1978 para 61 vitórias e 21 derrotas um ano depois. Em 1980, o Celtics, em duas transações ousadas, obteve o pivô Robert Parish e o ala-pivô Kevin McHale, dupla que, junto com Bird, formaria uma das linhas de frente mais formidáveis já vistas nas quadras de basquete, sendo a base do sensacional Boston Celtics dos anos 80. O trio já pagaria dividendos em 1981, quando Bird, com médias de 15,3 pontos, 15,3 rebotes e 7 assistências, liderou o Celtics ao título da temporada, batendo o Houston Rockets por 4 a 2.

Nos anos seguintes, Bird e Magic cementariam ainda mais a sua rivalidade e a competição entre Celtics e Lakers. A dupla, mesmo assim, foi a principal responsável por repopularizar a liga. Bird, por sinal, ainda é conhecido como The Basketball Jesus por seu papel nessa revitalização da NBA. As disputas entre Bird e Magic eram os duelos mais famosos dentro da NBA, atraindo a audiência de milhões de pessoas anualmente. Desde os confrontos entre Bill Russell e Wilt Chamberlain que a liga não via uma rivalidade tão intensa. Era o humilde e trabalhador Bird contra o estiloso e extrovertido Johnson – estilos tão diferentes mas que acabaram fazendo com que a dupla se tornasse amigos fora das quadras.

Bird ainda participaria mais quatro vezes das Finais, conquistando dois títulos, em 1984 contra o Lakers e em 1986 novamente contra o Rockets, sendo que em ambos títulos Bird levantaria ainda o prêmio de Jogador Mais Valioso das Finais. O ala ainda seria premiado entre 1984 e 1986 com três troféus de Jogador Mais Valioso da temporada. As temporadas de 1987 e 1988, no entanto, marcariam não somente a “neguinha” entre Lakers e Celtics – vencida por Johnson e os Lakers em 87- como também a última temporada de Bird 100% saudável em 88.

Problemas nas costas começaram a prejudicar Bird a partir de então, fazendo com que ele perdesse repetidos jogos entre os anos de 1989 e 1992. A carreira de Larry Legend não terminaria antes das Olimpíadas de 1992 em Barcelona, que viram a formação do time mais sensacional já montado: o Dream Team, equipe que devastou a oposição nos Jogos Olímpicos rumo à medalha de ouro. Após o título, Larry Bird se aposentaria do basquete profissional aos 35 anos de idade.

Logo após sua aposentadoria, Bird atuou como assistente especial da diretoria do Boston Celtics entre 1992 e 1997 antes de aceitar o cargo de técnico do Indiana Pacers – Bird é natural de West Baden, em Indiana. À frente do Pacers, Bird os lideraria a dois títulos de divisão e um de conferência, onde perdeu nas Finais de 2000 para o Los Angeles Lakers por 4 a 0. Após à derrota, Bird largaria seu cargo, mas retornaria em 2003 como presidente de operações de basquete do Pacers, cargo que ocupa até hoje.

Larry Bird terminou sua carreira com 24,3 pontos, 10 rebotes e 6,3 assistências de média. Foram três títulos da NBA, três MVPs, dois MVPs das Finais, 12 All-Star Games, nove seleções para o Primeiro Time All-NBA, prêmio de Novato do Ano, tricampeão do campeonato de três pontos e ainda um prêmio de Técnico do Ano na temporada de 1998. A carreira de Larry Joe Bird foi melhor resumida por Magic Johnson, seu amigo e eterno rival, que disse na aposentadoria de Bird:

“Larry, você só me disse uma mentira na vida toda. Você disse que existiria outro Larry Bird. Larry, nunca, nunca existirá outro Larry Bird”.

2 Comentários leave one →
  1. jose sandoval permalink
    09/03/2011 03:47

    Foi um dos maiores jogadores que já vi jogar. Tinha estilo e técnica.

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