Skip to content

1on1 na Semana da NBA

23/02/2011

Semana Histórica na NBA

Ray Allen e o record dos 3 pontos, Jerry Sloan e a perda irreparável para a NBA, Kobe e LeBron no All-Star Game e muito mais na semana histórica da NBA.

Ray Allen é o maior arremessador de todos os tempos

Contra o Lakers, em Boston, marcado por Kobe. Nem Woody Allen teria escolhido um cenário tão perfeito.

O ala-armador do Boston Celtics, Ray Allen, entrou para a história da NBA ao se tornar o recordista de cestas de 3 pontos feitas nos 60 anos da Liga. Com 2.565 arremessos de 3 pontos conectados, Ray já está com 5 arremessos à frente de Reggie Miller, o segundo colocado na lista. O momento histórico não poderia ter acontecido em um palco melhor: no lendário Ginásio do Boston Celtics – TD Garden – em um espetáculo transmitido em cadeia nacional contra os Los Angeles Lakers. Nada mais apropriado que uma rivalidade e um confronto histórico para servir de cenário a um acontecimento histórico.

Além de já ter ultrapassado o lendário armador do Indiana Pacers – hoje comentarista do canal TNT – em cestas por detrás do arco convertidas, Allen fez isso em menos partidas jogadas e em menos arremessos tentados. Ray Ray ainda possui uma melhor média de acerto nos arremessos de longa distância (40%), bem como nos arremessos de quadra (45%) e nos lances-livres (90%). Reggie Miller ainda perde para o armador do Celtics em pontos, rebotes, assistências, roubos e tocos por jogo, além de ter uma média maior de desperdícios de bola por partida. Logo, não é apenas o record histórico de Allen que sugere que ele seja o melhor arremessador de todos os tempos, todas as demais estatísticas individuais amparam seu caso. Ray Allen ainda foi selecionado o dobro de vezes (10) para o All-Star game em comparação com Miller. Allen ainda foi selecionado uma vez para o Segundo Time da Temporada da NBA, enquanto que Reggie atingiu apenas o Terceiro Time no auge de sua carreira.

 

Melhor arremessador de todos os tempos.

Quando nós pensamos que Ray Allen ainda jogará mais 4, talvez até 5 temporadas de alto nível na NBA – fazendo em média 150 cestas de 3 pontos em cada um destes anos – a comparação com Miller ficará ridícula ao final da carreira do camisa 20 dos Celtics. Aliás, não só a comparação com Reggie Miller, mas sim com qualquer outro arremessador que já jogou ou que ainda jogará basquete.

Os fans, jornalistas e admiradores do esporte muitas vezes falam à respeito do talento inato, do chamado dom, de como os atletas transcendentes tem um algo a mais, inatingível e inimaginável para o homem comum. Quando perguntado sobre isso nesta semana, Ray Allen disse que este “algo a mais” que cada um denomina de uma forma distinta, nada mais é do que a vontade e a determinação de trabalhar duro todo santo dia para atingir um objetivo. No caso de Allen, esse objetivo era ser um grande jogador de basquete.

Hoje em sua 15ª temporada como jogador da NBA, Ray olha para o passado e não vê segredos em seu sucesso. A receita é simples, relata Allen, é apenas uma questão de você saber onde está e entender o que precisa fazer para chegar ao seu objetivo. Como em tudo na vida, todavia principalmente no esporte, trabalho duro, dedicação incondicional, amor pelo trabalho e força de vontade para ultrapassar os obstáculos no caminho formam a fórmula para o sucesso. Ray Allen seguiu estes passos à risca, como se um mantra fossem, e hoje colhe os frutos. Outro fator fundamental ao sucesso dele é o fato de que, talvez melhor do que qualquer outro jogador na NBA, Ray cuida de seu corpo como todos devíamos cuidar dos nossos: como um tesouro. Isso explica porque aos 35 anos de idade ele ainda produz em alto nível e pode orgulhar-se de nunca ter perdido tempo significativo devido a lesões.

Após essa rápida análise da vida de Ray Allen – um exemplo de atleta e pessoa – a conclusão a que chego é de que o record por ele atingido não somente é merecido como estará em boas mãos. Este analista não acredita que tão cedo outro desafiante seguirá a simples forma de sucesso de Allen e ultrapassará o lendário arremessador do Celtics, contudo fica feliz de saber que o exemplo tem agora a atenção que merece e está visível para qualquer um que tenha a força de vontade, determinação e amor pelo jogo para segui-lo. Sortudos seremos nós se tivermos a oportunidade de acompanhar outro alguém que siga os passos de Ray Allen.

 

Treino + Dedicação + Determinação + Amor = História.

O Utah Jazz e a NBA perdem – e muito – com a saída de Jerry Sloan

Emocionado, Sloan despede-se do jogo o qual ama.

O saudoso dono do Utah Jazz – Larry Miller – está, sem sombra de dúvidas, revirando-se em seu túmulo. A menos de 2 semanas, uma das lendas vivas do basquete, um dos maiores jogadores, treinadores e competidores de todos os tempos não só da NBA, mas do esporte mundial deixou seu cargo como técnico do time de Salt Lake City e provavelmente deixou também o amor de sua vida, o jogo de basquetebol.

Jerry Sloan, após 23 temporadas e mais de 1.000 vitórias como treinador do Utah Jazz – ambos recordes nos esportes profissionais americanos – pediu demissão do cargo que tanto amou. Os motivos pelos quais Sloan deixou o basquete não são claros, todavia pessoas próximas à situação dizem que a acalorada discussão com a estrela do time – Deron Williams – na derrota para o Chicago Bulls foi a gota d’água.  O que é sim claro é que o Utah Jazz, a NBA e o basquete mundial perderam – e muito – com a saída de Jerry.

O Treinador Sloan sempre foi muito metódico e teimoso, da forma que os grandes treinadores sempre são. Ele tinha um sistema de jogo simples, contudo extremamente eficaz. Seu lema era uma defesa forte e unida, gerando um ataque inteligente e distribuído, o qual objetivava encontrar sempre o jogador mais bem posicionado para tentar o arremesso com maior grau de acertabilidade possível. O pilar usado por Sloan era a jogada mais básica e efetiva do basquete – o pick-and-roll. Para os céticos quanto à filosofia do Treinador, os números não mentem. Durante suas 26 temporadas como treinador na NBA (23 com o Jazz e 3 com o Chicago Bulls, time o qual defendeu por 10 anos como jogador, sendo o primeiro atleta na história do time a ter sua camisa aposentada) Jerry Sloan não foi aos Playoffs apenas 4 vezes. Sim, simplicidade é a chave para o sucesso.

Outro pilar fundamental no sucesso dos times de Sloan era sua relação com os jogadores e a crença destes em seu sistema. Nas palavras do lendário Karl Malone, “Jerry tratava a todos os jogadores de forma igual… como cachorros”. Brincadeiras à parte, Sloan era sim duro com seu time mas tinha por filosofia o respeito mútuo e fazia deste a base a qual amparava todo seu sistema. O forte apoio do falecido dono do Jazz, Larry Miller, viabilizava o sucesso de tudo.

Com a morte de Miller, as coisas mudaram e Utah, infelizmente para o mundo do basquete. Na era das divas mandando nas franquias de basquete – LeBron James, Carmelo Anthony, Chris Paul, dentre outros os quais fazem seu time de refém – era visto que alguém com os princípios, inteligência e honra de Sloan não sobreviria sem o suporte de um forte dono. O resultado todos já sabemos, a NBA ganhou mais uma diva em Deron Williams, mais um time refém no Jazz, e perdeu a imensurável sabedoria e qualidade de Jerry Sloan.

Com a experiência e inteligência características de Sloan, ele viu antes de qualquer um o que estava por vir e, decidiu ele mesmo ser senhor de seu destino no basquete, ao deixar o jogo por sua própria vontade, sem comprometer seus princípios e suas crenças e sem corromper sua carreira ao tornar-se refém de uma situação pela qual ele não precisava passar. Jerry Sloan não desistiu – você teria de arrancar o coração do homem fora e ainda sim não conseguiria que Jerry desistisse – e ele também não tornou-se obsoleto, como muitos (dentre eles a Diva Williams) alegavam. Ele sim manteve-se fiel ao jogo de basquete e deixou este com sua honra, respeito e amor pelo jogo intactos, da única forma que poderia ser. Tenham certeza, Sloan foi até o limite da integridade de seus valores e, se ele deixou o amor de sua vida, foi porque este não mais o amava.

Quanto ao futuro do Utah Jazz e da NBA, cito novamente o grande Karl Malone, quem resumiu toda a situação com primazia: “É preciso muito cuidado quando os administradores do hospício deixam os loucos dominarem a casa”.

Kobe, LeBron e Blake Griffin fazem história no Final de Semana das Estrelas

Kobe Bryant mostrou quem – ainda – manda na NBA. Jogando em casa, desde o início do sexagésimo All-Star Game, o Black Mamba dominou o confronto entre as maiores estrelas do Leste contra os melhores jogadores do Oeste. Enterradas, fade-aways, chutes de 3, dribles desconcertantes e posters sobre James e cia fizeram parte do show de Bryant. Com 37 pontos e 14 rebotes, Kobe tornou-se apenas o segundo jogador na história da NBA a ter 4 prêmios de MVP do All-Star Game. O outro é o lendário ala-pivô do Atlanta Hawks, Bob Petit.

Blake, o Fantástico!

LeBron, apesar de ser a figura passiva no poster ao lado, também fez história no Jogo das Estrelas. Com 29 pontos, 12 rebotes e 10 assistências, James tornou-se apenas o segundo jogador na história do jogo a anotar um tripple-double. O outro jogador no seleto grupo é  ninguém mais, ninguém menos que Michael Jordan. Mais sobre MJ depois nesta coluna.

Blake Griffin fez história também, todavia no Campeonato de Enterradas, na noite de sábado. A estrela do Los Angeles Clippers foi dominante no show de enterrdas, e com estas trouxe o glamour e o entusiasmo novamente ao fantástico evento. Acompanhe as enterradas do Slam Dunk Contest aqui.

NBA 360º

Sim, ele ainda é O Melhor!

Michael Jordan mostrou todo seu talento recentemente em treinos do Charlotte Bobcats, time do qual é dono. Segundo o treinador do Bobcats – Paul Silas – MJ é ainda o mesmo competidor de outrora. Com a categoria de sempre, Jordan dominou o treino contra os jovens de Charlotte, contudo os esperançosos podem parar de sonhar, pois o eterno camisa 23 não voltará a jogar. Silas disse que, apesar de ainda ter categoria e habilidade de sobra para ainda dominar um jogo na NBA, os joelhos e as dores não permitiriam a Jordan fazer mais que isso. Aos 48 anos de idade, MJ saiu do treino direto para as bolsas de gelo.

Falando em Michael Jordan, mais um companheiro de títulos em Chicago poderá juntar-se ao Maior de Todos os Tempos no Hall da Fama do Basquete. Dennis Rodman, um dos maiores reboteiros da história da NBA, 5 vezes campeão da Liga, é um dos finalistas da Classe de 2011 do Hall da Fama do Basquete. Segundo fontes próximas à comissão de eleição ao Hall, Rodman possui a melhor chance de ser eleito à honra dentre todos os candidatos.

Ainda sobre as lendas dos anos 90, Karl Malone declarou essa semana que honrará a memória de Jerry Sloan seguindo os passos de seu treinador. Malone disse que pretende ser técnico da NBA num furuto próximo, adicionando ainda que a diretoria do Jazz sabe onde encontrá-lo quando quiserem alguém que comande seus indisciplinados jogadores.

Corrida para MVP

  1. Derrick Rose – Após dominar o melhor time da NBA – Spurs – Rose terá um prato cheio ao encarar o Heat nesta quinta-feira, com Joakim Noah em quadra novamente.
  2. Kobe Bryant Performance soberba no All-Star Game indica que Kobe está pronto para guiar os Lakers no caminho de mais uma final da NBA.
  3. LeBron James – Grande jogo para James e o Heat contra o forte Chicago Bulls nesta semana. Será que o camisa 6 tem o que é necessário para vencer um dos melhores times da NBA?
  4. Dirk Nowitzki O Dallas Marecicks venceu apenas 9 de suas 10 últimas partidas.
  5. Kevin Durant  O cestinha mais novo da história da NBA está dando passos largos para repetir o feito do último ano, e levar seu time mais longe nos Playoffs.

Correndo por fora: Dwight Howard, Blake Griffin, LaMarcus Aldridge.

Power Rankings

  1. Chicago Bulls – 8 vitórias nos últimos 10 jogos, desbancou o melhor time da NBA completando vitórias sobre todos os favoritos desta temporada da NBA e tudo isso sem Carlos Boozer ou Joakim Noah durante todo o ano. A apenas 2 jogos da liderança da Conferência Leste, o céu é o limite com a volta de Noah.
  2. San Antonio Spurs Apesar da derrota para o Chicago Bulls, os Spurs ainda sim venceram 7 de seus últimos 10 jogos e mantém uma confortável liderança de 6 jogos na Conferência Oeste.
  3. Dallas Mavericks – Peja Stojakovic ressuscitou em Dallas, trazendo uma nova dimensão para o já poderoso ataque dos Mavs.
  4. Miami Heat Após bater 9 adversários nos seus últimos 10 jogos, o Heat terá um teste de ferro nesta semana, tentando capturar apenas a sua segunda vitória contra times da elite da NBA, contra o Chicago Bulls.
  5. Boston Celtics Derrotas para Lakers e Bobcats na última semana não chegam a ser um sinal de alerta em Boston, contudo também não são motivo de comemorações. Todos sabem, contudo, que os Celtics estarão prontos para os Playoffs.
  6. Los Angeles Lakers – A vitória sobre seus maiores rivais foi um ótimo sinal em LA. A derrota para os deploráveis Cavs foi um tanto quanto inesperada. Assim como seus rivais acima, os Lakers estarão prontos para vencer quando mais importa, após a temporada regular.
  7. Oklahoma City Thunder – Para os que não assistiram ao All-Star Weekend, 4 atletas do Thunder brilharam em seus respectivos confrontos. Ibaka fez o que MJ e Dr. J não fizeram no Campeonato de Enterradas, Harden anotou 30 pontos vindo do banco no Jogo dos Novatos e Durant e Westbrook impressionaram no All-Star Game.
  8. New York Knicks – Carmelo Anthony é o motivo tanto para o Knicks estar no Top 10, quanto para sair deste em um piscar de olhos.
  9. Philadelphia Sixers – Após um início de ano esquecível, Doug Collins pôs ordem na casa, trouxe Elton Brand das cinzas e com ele o Sixers para a corrida para os Playoffs.
  10. Memphis Grizzlies & Phoenix Suns Vencedores de 75% de seus últimos 20 jogos (combinados) os Grizzlies e os Suns são os principais beneficiários com o fim da Novela Carmelo e com o início da Novela Williams. Denver e Utah ocupam – por pouco tempo – a sétima e oitava posições no Oeste.

Correndo por fora: Portland Trailblazers, Golden State Warriors e Indiana Pacers.

Corrida para Técnico do ano

  1. Jerry Sloan – Pelo simples fato de que seria a MAIOR vergonha da História da NBA deixar este gênio da bola laranja aposentar-se sem que recebesse a honra de ter seu trabalho reconhecido.

Novato do Ano

  1. Blake Griffin – Se você discorda do caráter absoluto desta escolha, você não entende nada de basquetebol, aliás, de esportes em geral!

Jay Ernani

3 Comentários leave one →
  1. Vitor permalink
    23/02/2011 16:15

    quando vai sair os outros top 10????? o de power forward, center e all time???? estou mt ansioso

    • Jay Ernani permalink*
      23/02/2011 16:29

      O Top 10 Power Forwards está em fase final de produção, deverá ser lançado entre essa e a próxima semana. O Top 10 Centers será escrito por mim e ainda nesta semana eu iniciarei sua escrita. Espero lançá-lo até uma semana após a publicação do Top 10 PF.

      Quanto ao Top 10 Geral, ainda não temos previsão de lançamento, todavia temos a intenção de ter essa série completa e publicada ainda em Março.

      Agradecemos pelo interesse e continue acompanhando as principais notícias e novidades da NBA aqui no NBA1on1.

      Jay Ernani
      NBA1on1, onde o melhor basquete do mundo acontece!

      • Jay Ernani permalink*
        23/02/2011 17:42

        Correção: O Top 10 Centers será escrito pelo Fábio, sendo este provavelmente publicado em Março, ficando assim indefinida a data de publicação do Top 10 Geral.

        Desculpe o equívoco.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: